Hoje me sinto muito bem, acho que muito melhor que dez, vinte anos atrás. Mesmo sem querer saber da resposta, eu me pergunto como que eu era daquele jeito, como que eu conseguia agir daquela forma. Diante de adolescente bem da minha idade, ou mais novo creio, com uma forma de pensar totalmente vaga, eu-o olhava nos olhos e perguntava somente pra mim é claro: Será que esse pobre coitado vai querer alguma coisa com essa vida?
Eu via aqueles jovens totalmente descompromissado. E eu olhava ao redor me via a pior pessoa do mundo, queria fazer a pergunta: Será que estou errado tentando bancar o certinho, o correto? mais imediatamente vinha em minha mente as palavras de uma senhora, não tao velha, nada só tinha na época uns 30 e poucos anos ela era analfabeta, porém um coração incrível que creio eu ela agia por instinto, por amor aos filhos. Eu escutava suas palavras sabias, muitas vezes repetitivas, como um batuque, como barulhos de carros em grandes metrópoles. A voz daquela mulher experiencia que já ia pro seu decimo segundo filho, era tao valiosa em meus ouvidos, que eu muitas vezes parava o que eu estava fazendo e ficava parado, como se ela estivesse ali do meu lado.Nunca jamais deixava com que demostrássemos, desânimos e falta de coragem, temos que está preparado pra tudo nessa vida.
Muitas vezes aqueles jovens filhos de pessoas que tinham de certa forma uma vida melhor que a nossa, falo a nossa porque sempre fomos familiar. Pedia-me um controle remoto, sim um controle remoto, de TV e eu claro como aqueles meninos tímido singelo, não me negava já mas, fazia com toda tranquilidade e bondade, mais vem o melhor da crônica falta de coragem ou até mesmo de iniciativa, ouvia aquela voz dizendo: Liga pra mim.
Muitas vezes vi o mundo daqueles, tornar tao sem graça, que ouvia até vozes falando, em plena juventude saúde, saciado com o melhor das refeiçoes. Oh meu Deus o que eu fiz pra Deus pra merecer essa vida? Eu é claro ria comigo mesmo e pensava. Se eu tivesse uma vida dessa eu estaria feita na vida. Os meus sonhos não ficariam só no papel, como diz no ditado popular.
Márison Cunha, em 16 de Dezembro de 2013.